0331. Continuemos sempre…

“o que se chamava moço, também se chamava estrada, viagem de ventania…”

Havia a poetiza que se dizia morta,
sem asas, sem sonhos, sem esperança
Mas depois que se escreve uma vez,
que uma vez se voa,
que uma vez se sonha,
não há mais a possibilidade da imanência
e tudo transcende,
lutar contra, é somente fugir de si.
Lançar-se a sua antítese existencial.
Calar sentimentos é perecer em agonia
É ir contra as possibilidades do infinito
E suas palavras dão rumos,
trilham caminhos às possibilidades

“azul da cor do mar”

Ah, sentir o mundo em fábulas,
enxergar leões, hienas seres alados…
Isso é o que deveria dar-nos força para continuar
Dar-nos impulso de nos lançar ao infinito,
de mergulhar em todas as possibilidades

“ando tão à flor da pele, que qualquer beijo de novela me faz chorar…”

Creio que a cada metáfora criada,
chegamos mais perto do que é o amor
E a nós, os poetas, as poetas,
a Vida incumbiu de uma tarefa difícil:
amar.
Por isso continuemos,
“brincando”, voando, viajando
criando, metaforizando, amando…
Pois somos mutantes sim
e devemos mudar o mundo (amor)
porque assim cremos.

“a dor nasce do desejo”

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