Quando te inventei em meus braços
Achei que haveria um triunfo
Tramei um futuro de nobreza
Mas no fim o que resta é a incerteza
Que consome o cotidiano, os segundos
Hoje penso em juntar-me aos estilos imundos
Que inventam outra possível solução
A de não acreditar que o amor é coisa do coração
Que é um ilusionismo passageiro
Talvez seja a ilusão do mundo inteiro
Como mágico, ilusionista e inventor eu continuo
Inventando amores e seguindo a sina da dor
Crucificando meu coração como bom amador
Sem resposta, penso na próxima invenção
E procuro em outros rostos, outra ilusão
Acho que encontrei. Ou será que não?
(Dalglis Luz e Luz e Guilherme Carvalho da Silva)