Meu nome é Guilherme, poeta , professor de geografia da Secretaria de Educação-DF e mestre em geografia (UnB). Tive AVC em maio de 2020 (isquêmico) não consigo falar ainda. Tenho apraxia e afasia. Apraxia é um distúrbio neurológico motor da fala, resultante de um deficit na consistência e precisão dos movimentos necessários à fala. Afasia é uma alteração na linguagem causada por lesão neurológica.
Vai chover, o silêncio dos altos-estratos (direito humano da IA) Vai chover, apareceu no início dos ventos dos meus estratos-cúmulos (monogamia ética profissional) Vai chover, um murmúrio das luzes na frente de cúmulos-nimbos (condição crônica de arrombamento de meme) Chove, uma garoa fina que tem deficiências nas camadas de ar (profanação de pirataria) Chove uma chuva forte, intensa, ao sabor de tempestade com trovoada (psicose política)
Passou como se fosse algo possível sê-los no transtorno afetivo sistemático-climático
Ressignificando as coisas: aroma de mato amassado o canto de joão-de-barro murmúrios dos alunos do colégio os cheiros de mantimentos ventos que sussurram no mês de agosto os ramos da mangueira em flor perfumes de baunilha
Como se ocorresse de regar as plantas Como se acontecesse um opaco filme
Há portais de linguagem, anunciam que vêm através do aprimorado da manhã
(Minha alma está pronta, o mesmo rumor das águas o novo sempre vem as nuvens já caíram em cima e vão manejar as palavras)
Impressionante como estou cortando um dobrado A minha vida é feita de solidão Sozinho estou sempre, desde que emudeci Fiquei com dificuldades parecidas comigo mesmo Instruções sobre os programas automatizados para gerenciar seus vastos portfólios (Medo de perder um resultado tão esperado) (Mudo de apoio pra ir)
Não sei
(Mapa de acesso) (Vou danificar com deficiência)
Já causei muita dor
(Escuto os berros, uivos, gritaria das mulas sem cabeça)
Pensamentos intrusivos
(Outras vezes fiquei como um pinto no supermercado, catando coisas boas e coisas más. Recicláveis: papelão, PET, almas, machos gourmet, fé, ecobags)
Quando entrarmos nas águas escuras em setembro, nós dormiremos profundamente; então precisamos dessas duas medidas: as luzes da parede do medo ou os arco-íris da nossa própria idealização à vida
A longa jornada, marcha à ré Estou caminhando por fora do mundo Os espinhaços foram feitos de inteligência artificial Paisagem em aplicativos Esses excessos emocionais são como um corpo canceroso Últimos momentos das placas tectônicas para simular Uma possível solução de troca de tela
Por: Guilherme Carvalhohttps://poesificando.com/ Há tempos não nos encontrávamos…Como andas?Eu? Vou indo, ou melhor, a vida me leva;mas vivo, já é um bom começo…Agora você, está feia não? Acabada.É, eu sei, o tempo ninguém perdoa.Recordo-me daquelas longas tardesem que passávamos só nós dois,difamando o mundo… era divertido!Uma prazerosa solidão acompanhada.O céu era até esse mesmo:infinitamente azul, […]
Um antigo silêncio em estranhamento, a mudez da minha fala e falta. Por um oceano de expressão pude ouvir, não falar, as borboletas ruflantes em angústia.
Ninguém sabe lembrar qual era seu nome Bolas de fogo na minha fala O que significa esse nome? Mãe D’água faz uma suave tristeza Meu nome esqueci Serpente de fogo em chamas
Das árvores da história sou um pequizeiro, semeadura dura para fazer mourões Nasço do silva-cerrado do Hospital Realístico Fantástico de Ceilondres
Estou com minha mãe na barriga dela, 3,9 kilos, quando um brejo encho e formo um rio-araguaia, penso que os buritis seriam guarirobas e tomo um vinho magnífico Só que não sinto os vultos do estômago
Os boitatás e as mula sem cabeça estão chegando, os sapos estão indo embora e os margaridões, os tatuzinhos-de-jardim, os pardais também As borboletas alaranjadas e pretas estão fazendo amor livre
[“Toca, Tocantins Tuas águas para o mar”]
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ㅤㅤㅤㅤQuem eu vejo não mexe comigo: ㅤㅤㅤㅤtão em novembro, quase dezembro, réveillon
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ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ passo…
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*Canção de Nilson Chaves – “Toca, Tocantins” ‧ 1991
A boca cheia de botox Lábios selados com uma cruz Os peitos são produzidos pelo tombamento de união estável com plástico As sobrancelhas estão impecáveis: espessos, rudes, abundantes Como o cabelo da dama ruiva – um alvoroço profundamente completo Bioplastia nas maçãs do rosto O nariz é de tom avermelhado e tem umas bochechas de largura de caminhão
Uma geografia de dúvidas Ihe percorria todo o firmamento: serão serafins? será música isso que martela incessantemente e não consegue arrebentar? As perguntas se dissipam no ar.
E um cardume de corolários atravessava-lhe o desfiladeiro: então isto é aquilo, e o contrário só é verdade do princípio ao meio etc. Isso proporcionava-lhe prazer não pouco, e uma penca de álibis.
Definitivamente, sou, ele pensou, com a magnificência de um pterossauro em pleno voo. O saber é sua própria recompensa, como a virtude, concluiu. E viu que isso era bom. Depois dormiu.
A estrela caiu na minha mão onde estava procurando um eneagrama dos sonhos.
Uma arraia nadadora saiu de mim com uma sereia crescente dias depois.
Uma maré estava sondando as algas derradeiro o lugar onde está o azeviche o negrume da fossa abissal.
Estava mais calmo as montanhas mais altas, macio.
Bem ali no mar, me chegará no meu apogeu – como do alumiar – segurar, sutil, tênue, delgado, na depressão do mar a liberdade dos desejos e medos imensos.
Como uma falta da linguagem técnica, vou tentar escrever algo sobre minha crítica: o capitalismo estaria prestes a morrer, o que você acha? Penso que é uma etapa da história do capitalismo, a comparação entre cada feudo que as bigtechs (Apple, Meta, Microsoft, Alphabet, etc.) seriam um atributo análogo de produtores de rotinas (de controle, consumo e conteúdo), exercem um poder semelhante com o seriam senhores feudais. Acho que algo muito mais importante, pois tenho certeza de que vai ser um comunismo de quebrada e ecologicamente torta.
Está livre teu peito do amor à glória vã? Estará também da ira e do medo da morte? Os sonhos, os terrores mágicos, as feiticeiras, os duendes noturnos, os sortilégios de Tessália: eles te fazem rir?
O breaking buda A breaking bitcoin O pai reborn A mãe Chat GPT O lobby das bigtechs A minha medição da IA O governo de google A cocriação das artes e artifícios artificiais O think tank A coisa
Paulo andava querendo falar com Eliane há algum tempo. Queria falar sobre o CD novo que havia comprado. Assim que o comprou, quis que ela conhecesse seu conteúdo, foi algo instantâneo: música boa: Eliane. Neste CD, havia uma música em especial que trazia Eliane até Paulo de uma forma sutil e leve, a letra falava […]
Do aclamado autor de O andar do bêbado e Subliminar, uma jornada pela nova ciência das emoções
Durante muito tempo acreditamos que o pensamento racional era a influência dominante em nossos comportamentos. As emoções, por sua vez, seriam prejudiciais nas tomadas de decisão. Agora, graças ao enorme progresso das pesquisas em neurociência e psicologia, sabemos que a emoção é tão importante quanto a razão para orientar nossas escolhas e atitudes.
Mas o que é a emoção? Como nossas ideias sobre os sentimentos evoluíram? Como regular as emoções para utilizá-las a nosso favor? Estas são as grandes questões abordadas em Emocional, do brilhante físico Leonard Mlodinow, que nos orienta aqui por uma novíssima área de pesquisa: a neurociência afetiva.
De laboratórios de cientistas pioneiros a cenários do mundo real em que o domínio sobre as emoções foi decisivo para evitar uma tragédia, Mlodinow mostra o quanto essa revolução científica tem implicações significativas também na vida cotidiana, no tratamento de doenças, na compreensão das relações pessoais e em nossa percepção a respeito de nós mesmos.
LEONARD MLODINOW é doutor em física pela Universidade da Califórnia, Berkeley. Foi professor no Caltech, O Instituto de Tecnologia da Califórnia, e pesquisador no Instituto Max Planck, em Munique. Entre seus livros, traduzidos em mais de trinta países, estão os best-sellers O andar do bêbado, Subliminar e Elástico, lançados pela Zahar.
Olhou, me deu mais beleza e eu a tomei como minha. Feliz, ingeri uma estrela.
Permiti que me inventasse à semelhança do reflexo nos seus olhos. Danço, danço em montes de asas súbitas.
A mesa é mesa, o vinho é vinho, numa taça que é taça, e cinzas são cinzas no cinzeiro cinza. Já eu sou imaginária, incrivelmente imaginária, imaginária até a medula.
Falo do que ele quer: das formigas que morrem de amor sob uma constelação de dentes-de-leão. Juro que uma rosa branca, regada com vinho, canta.
Rio, inclino a cabeça com cuidado como a conferir uma invenção. Danço, danço na minha pele espantada, no abraço que me concebe.
Você “tropicalizava” minha vista Com seus tons de areia E apesar de não ser sereia Quando entra no mar me obriga a entrar também Nosso beijo é um eclipse Pros meus olhos de lua cheia Que aumentam a maré da tua vênus Nós dois temos vontades e o mundo também Não podemos por medo deixar nosso amor pra Semana que vem Você estendeu sua canga neon no meu peito Prestes a apagar E falando com minha solidão disse que pretendia ficar Vem cá me tira dessa lombra feia Menina bonita Que mora Numa rua longe da minha rua Me tira dessa lombra feia Menina bonita Dança na minha vida Vestida de nua Vem cá me tira dessa lombra feia Vem cá me tira dessa lombra feia Vem cá me tira dessa lombra feia Vem cá me tira dessa lombra feia Você, encurtava o caminho da tristeza Com os seus atalhos Dormia no meu imaginário Pra acordar sonhos bêbados de realidade e Compensava minha falta de paz Com seu excesso de guerra Derrubava impérios e “Césas” Você leva no rosto a minha história do amor E no espaço entre a gente o medo das bombas que ele deixou Confundimos pássaros e pipas com os nossos olhos em brasa E aplicamos o mesmo conceito de livre pra linhas e asas Eu carrego as sementes que você me deu pelos fundos do bolso Pra florir minhas tristezas durante as passagens no fundo do poço Mesmo insosso dou minhas mordidas em planos que fiz pra mudar Com você pra um planeta onde a finalidade do tempo é parar Vem cá me tira dessa lombra feia Menina bonita Que mora Numa rua longe da minha rua Me tira dessa lombra feia Menina bonita Dança na minha vida Vestida de nua Vem cá me tira dessa lombra feia Vem cá me tira dessa lombra feia Vem cá me tira dessa lombra feia Vem cá me tira dessa lombra feia