2432. Noturno

No fundo eu tento acabar com essa tristeza
acariciando os cacos da garrafa de pinga
quebrada dentro da bolsa

beijando voluptuosamente o ar que ainda resta
dentro da noite

sumindo dentro
subindo fora

liquefeito nos poros da noite
percolado nos vãos da terra firme
erosivo e turbrilhante morrendo a carne
feita água
sob o véu esperado da noite

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