sobrei e vivi
sobrevivi
sombras e meia vida
sobras de vida
por aqui
serpentina espalhada
junto à lama
Meu nome é Guilherme, poeta , professor de geografia da Secretaria de Educação-DF e mestre em geografia (UnB). Tive AVC em maio de 2020 (isquêmico) não consigo falar ainda. Tenho apraxia e afasia. Apraxia é um distúrbio neurológico motor da fala, resultante de um deficit na consistência e precisão dos movimentos necessários à fala. Afasia é uma alteração na linguagem causada por lesão neurológica.
sobrei e vivi
sobrevivi
sombras e meia vida
sobras de vida
por aqui
serpentina espalhada
junto à lama
meu carnaval foi mais assim:
Bloco da Solidão
Angústia, solidão
um triste adeus em cada mão
Lá vai meu bloco, vai
Só desse jeito é que ele sai
Na frente sigo eu
levo o estandarte de um amor
Amor que se perdeu no carnaval…
Lá vai meu bloco e lá vou eu também
Mais uma vez, sem ter ninguém
No sábado, domingo, segunda e terça-feira
E quarta-feira vem – o ano inteiro é todo assim
Por isso, quando eu passar,
batam palmas pra mim
Aplaudam quem sorrir
trazendo lágrimas no olhar
Merece uma homenagem
quem tem forças pra cantar
Tão grande a minha dor pede passagem
Quando sai comigo só
Lá vai meu bloco vai.
merda pouca é bobagem… e olha que aqui nesse Pará a fuleragem tava que era uma beleza…
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Tentei dar um golpe ninja na jaca, mas no final, todas as jacas saíram correndo e eu fiquei que nem um besta sozinho e altamente acompanhado no meio da rua: “eu mato, eu mato, quem roubou minha cueca pra fazer pano de prato!”…
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Daqui pra diante faz conmo sugere o Zeca: Solta o riso, esquece a mágoa e faz do samba brincadeira!!!
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Estranho…esse wordpress já me identifica automaticamente pelo apelido da faculdade: “Amei”..tudo bem, depois do carnaval eu sempre fico mesmo um tanto mais “Amei” que “Adri”…;)
EFicou muito bela sua carnavalha poética, Gui…um remanso para os dias de cinzas…
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Amo que seu carnaval e pós-carnaval seja “amei”! Mas as cinzas nem são assim tão cinzas, são gris, são o entremear do preto com o branco, da guerra e da paz… Pensemos, enfim agora, pois!
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Por aqui ainda restam sobras de carnaval…aqui a vida sobra e por vezes transborda em nós…nossa quarta feira em diante é mais blue que gris…
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Façamos do blue, azul:
“Tem muito azul em torno dele
Azul no céu azul no mar
Azul no sangue à flor da pele
Os pés de lótus de Krishna
Tem muito azul em torno dela
Azul no céu azul no mar
Azul no sangue à flor da pele
As mãos de rosa de Iemanjá
Os pés da Índia e a mão da África
Os pés no céu e a mão no mar.”
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“Vesti azul…minha sorte então mudou!!!”;)
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