2642. Percursos, ab urbe condita

De pé a pé a cidade é micro, da altura de encontros,
da dimensão de tropeços.
São lugares dentro de lugares juntando espaços.

De bicicleta a cidade é perto, da altura de um banco,
da dimensão de movimentos.
São paisagens afetivas percebendo e sentido espaços.

De moto a cidade é gigante, da altura de um olhar,
da dimensão de segundos.
São fluxos velozes descortinando os espaços.

De carro a cidade é pequena, da altura de um busto,
da dimensão de minutos.
São fixos perpassados que formam espaços.

De ônibus a cidade é ampla, da altura de um arvoredo,
da dimensão de horas.
São formas arrebatadas na existência dos espaços.

De metrô a cidade é comprimida, da altura de um túnel,
da dimensão de frações.
São estruturas indutoras da mobilidade em espaços.

Deslocar-se na cidade é viver na altura da urbe,
na dimensão do cotidiano.
São processos que abrem o espaço aos espaços.

3 comentários em “2642. Percursos, ab urbe condita

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