3942. acalma coração

nada mais há de se esperar a não ser o ar
o céu firme como azul
nas têmporas temperam os olhos
nuvens espraiadas
a cuca infusa n’água aerada

nada mais há que se esperar
como os elefantes negros enluados
as sombras mortas viventes
das pegadas dos elefantes
aquele uivo na esquina dos anos

se for embora sem esperar
nada mais há que se esperar a não ser o ar de se espraiar
até tocar os uivos e os elefantes
que se espraiam dentro
da lua que se espraia dentro de si
diluído como o azul

morada de lobos e sombras
essa espera que no tengo mas

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