A cientista que curou seu próprio cérebro – Jill Bolte Taylor

QUARENTA COISAS DE QUE EU MAIS PRECISAVA

  1. Não sou estúpida, estou ferida. Por favor, respeitem-me.
  2. Chegue perto, fale devagar e pronuncie as palavras com clareza.
  3. Seja repetitivo. Presuma que eu não sei nada e comece do início, muitas e muitas vezes.
  4. Seja tão paciente comigo na vigésima vez em que me ensinar alguma coisa quanto foi na primeira.
  5. Aproxime-se de mim com o coração aberto e controle a ansiedade. Não tenha pressa.
  6. Tenha consciência do que sua linguagem corporal e expressões faciais estão comunicando para mim.
  7. Faça contato visual comigo. Estou aqui; venha a meu encontro. Incentive-me.
  8. Por favor, não levante a voz. Não sou surda, apenas estou ferida.
  9. Toque-me apropriadamente e faça conexão comigo.
  10. Respeite o poder de cura do sono.
  11. Proteja minha energia. Nada de locução de rádio, televisão ou visitantes nervosos! Peça às visitas que sejam breves (cinco minutos).
  12. Estimule meu cérebro quando eu tiver energia para aprender algo novo, mas saiba que uma pequena quantidade pode me esgotar rapidamente.
  13. Use ferramentas educacionais apropriadas (pré-escolares) e livros para me ensinar.
  14. Apresente-me ao mundo sinestesicamente. Deixe-me sentir tudo. (Sou uma criança novamente.)
  15. Use comportamentos de imitação para me ensinar.
  16. Acredite, estou tentando. Apenas não no seu nível de habilidade e no seu tempo.
  17. Formule questões de múltipla escolha. Evite perguntas cujas respostas sejam sim/não.
  18. Formule questões que tenham respostas específicas. Dê-me tempo para procurar a resposta.
  19. Não avalie minha habilidade cognitiva pela velocidade com que posso pensar.
  20. Lide comigo com delicadeza, como faria com um recém- nascido.
  21. Fale comigo diretamente; não fale sobre mim com os outros, como se eu não estivesse ali.
  22. Incentive-me. Espere que eu me recupere completamente, mesmo que leve vinte anos!
  23. Acredite que meu cérebro possa continuar aprendendo sempre.
  24. Fragmente todas as ações em pequenos passos de ação.
  25. Verifique que obstáculos me impedem de alcançar sucesso em uma tarefa.
  26. Esclareça para mim qual é o próximo nível ou passo para que
    eu possa saber a qual objetivo estou me dirigindo.
  27. Lembre-se de que tenho de ser proficiente em um nível de função antes de poder me mover para o nível seguinte.
  28. Comemore todos os meus pequenos sucessos. Eles me inspiram.
  29. Por favor, não termine minhas frases nem forneça as palavras que não consigo encontrar. Preciso exercitar meu cérebro.
  30. Se não consigo encontrar um arquivo antigo, crie um novo para mim.
  31. Posso querer que você pense que entendo mais do que realmente entendo.
  32. Foque o que eu posso fazer, em vez de lamentar aquilo de que não sou capaz.
  33. Apresente-me à minha velha vida. Não presuma que, porque não posso mais tocar como antes, não vou apreciar um instrumento, ou música em geral.
  34. Lembre-se de que, na ausência de algumas funções, conquistei outras habilidades.
  35. Mantenha-me à vontade com a família, os amigos, e me dê apoio emocional. Construa um mural de cartões e fotos que eu possa ver. Identifique-os para que eu possa revê-los.
  36. Convoque as tropas! Crie uma equipe de cura para mim. Mande notícias a todos de forma que eles possam me mandar amor. Mantenha-os informados sobre minha condição e peça-lhes que façam determinadas coisas para me ajudar, como me visualizar conseguindo engolir com facilidade ou balançando meu corpo até me sentar sozinha.
  37. Ame-me pelo que sou hoje. Não me faça ser a pessoa que fui antes. Agora tenho um cérebro diferente.
  38. Seja protetor, mas não se ponha no caminho do meu progresso.
  39. Mostre-me velhos vídeos nos quais eu apareça fazendo coisas que me lembrem como eu falava, caminhava e gesticulava.
  40. Lembre-se de que minha medicação provavelmente me faz sentir cansada, e também mascara minha capacidade de saber como é me sentir eu mesma.

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A cientista que curou seu próprio cérebro – Jill Bolte Taylor