0053. Elegia, quase um desabafo

Parece o mar o que se chama amor
Água insípida com um certo sabor
Só um sonho, devaneio líquido
Imperfeito mas com um equilíbrio
Que te preenche tal qual enchente
E realmente não se sente

Sento na areia e calmamente observo
O amor ir e vir, então espero
Espero as ondas a mim chegarem
Mas não chegam nunca
Quando próximas vejo voltarem
Próxima mesmo, nenhuma

Aquele que não sabe nadar
Se aventura, afoga e morre
Morre sem conseguir contemplar
Que morrer de amor é sorte
Pois o amor não pode matar

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