0122. Nuvelátil ela

Nuvens formam figuras a minha frente
Um corpo nu vem rente
Devagar norteio um devaneio
Dos dias passados e todos os subseqüentes
Deturpo pensamentos companheiros
Tentando quebrar correntes
Minto a mim sendo verdade
Consolidada na minha razão
Emocional, não entendo minha companheira
Eu preciso rir
Mas não posso, nem consigo
O ciúme me possui
E prostra-me nu deserto
Queria falar que a amo
Mas não posso, nem consigo
Eu sinto, mas não sai
E ao longe ela se esvai
Nuvem, corpo, corrente
Nossa equação aparenta-se insolúvel
Volátil
Aéreo estado com trevas
Eu, treva-trovão, tórrido, aflito
Por que será que a nuvem está sempre tão distante?
Finge querer chover e por vezes chove
Lágrimas loucas sobre as trevas
Uns minutos de sono, estômago forrado
Lenine e paciência
Um sorriso brota fraco em minha face

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