0124. Visão de mais um quarto de gestação de elefante

uma lágrima seca preenche
ainda mais a minha mente
calmo e nervoso, impaciente
amo muito e mais
amo profundamente
mas por quem se escreve
não vejo o mesmo
e escrevo
e não sinto nada vindo a mim
sinto frio em meus pés
e o escritor molha a folha
pois a represa-mente cedeu
e numa imprecisa reação física
o seco molhou
consolam o escritor palavras vazias
e escrevo
e o escritor não se consola
tudo e nada vivem nele,
tatuados, escritos e inscritos
muitos giros da Terra ao redor do seu eixo imaginário
já se passaram
desde que a imprecisão se precisa,
cá em um espírito
e escrevo o que lembro
e o escritor se perde em um terço de gestação
pelo que se lembra
e lembra
03/11
início e fim para o escritor
a esperança de todo o amor desejado
iniciara a sua ronda
e a incerteza o marca numa
finalização triste para o escritor
e eu escrevo…

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