0179.

minha alma chora
como chove no horizonte
chora, por sentir-se apática
e não conseguir a prática
da igualdade almejada

a chuva cai em frente
e a alma deságua descontente
tenta ser ainda forte
como o trovão que faz rente,
sente-se insignificante ente

chora sem poder de decisão
sem poder de mutação
e a chuva erodindo relevos
a alma chora em resignação
por saber que o choro
nada significa e nem é solução

mas se o choro insiste em verter
e a alma a incerteza do poder
o choro é só uma água inútil
que deseja tudo mover
insignificante ao se ver
a água a chover

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