0194. Soneto à Eliane

um blues gira triste no rádio
e vibra a dor em melancolia
a madrugada rasga o passado
e derrama em pranto meu dia

ergo-me confuso, escrevo apático
uma luz tenta nortear a apatia
irradia meu ser ainda estático
recordo-me de outrora com nostalgia

ela surge, excelência radiante
imagem excelsa que ilumina
dulcíssima luz, viva e radiante

quando já claro procuro a rima
chora minh’alma e ele adiante
Eliane, um passado que se faz sina

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