0275.

Por um segundo, uma brevidade infinita
queima em silêncio a fragilidade.
Arrebata os influxos e os refluxos
dos transeuntes que fulguram
o ardor da consumação da matéria.
A imanência do fogo é ceifada por um segundo
e mói-se-a num moinho transcendente
que a joga fora de sua existência
ardendo num ela gélido que exprime
o que também é matéria e o que é vácuo.
Um golpe na cabeça de todos
que suscita a percepção de uma tarde
sem energia elétrica

E nesse segundo esse silêncio
Arde como brasa na fogueira

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