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As vezes me percorre um medo
Um medo infundado
De que tudo seja brisa
Seja bruma, seja Brahma
De que minha poesia te canse
Confunda-te, te enlouqueça

É um medo insone
Que dorme quando próxima
E lateja quando longe
E quando me contradigo ao
Responder-te,
Não por não saber,
Mas por ser eu um paradoxo
É um medo que me dilata
Que me expande mais você

Há o medo e há o amor
E um é fruto do outro
Numa relação dialética e tangencial

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