0571. 27 de novembro de 2002.

O que me impressiona
é a impressão de
que nada foi. De
tudo em vão. Não
há o silêncio
de uma década
ou a intrepidez de
três. Somente duas (dias).
Duas décadas. Não
um blues, mas sim
um fado. Não a
lascívia, mas a
letargia. Duas décadas.
Mentiras, apatia,
adinamia. Um poemas
simples para um dia
pouco. Uma pequenez
parca para um tamanho
ínfimo. O não feder,
o não cheirar. O não
chorar. Nenhuma
lágrima. Nenhuma emoção
tanta (ou tamanha), nem
nada também. O éter de
duas décadas. Foi-se
lira, vêm-se épicos.
Ou vai-se poesia
e fica-se a prosa.
Não sei. Como este
Dia. Não sabido,
Simplesmente: nada.
Nessas duas décadas,
Os dias se amontoaram
como as letras nesta.
Nessas dias décadas,
o limiar da loucura
(mais um passo e já
era). Falta luz.
Afinal, duas décadas
e nenhuma vela
(nem uma de 7º dia).

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