0626. Os dizeres do éter

Meu canto é o germe
de todo o que foi,
de todo o findo:
Da confusão dos seres
Das fábulas de amor
Das pessoas em forma de nuvens
Do avesso do polietileno
Meu canto é o uivo na mata
O pio da coruja anunciando
a morte do ente querido
É o canto absorto do
apagar da história pessoal

Nada, nunca existiu.

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