1496.

O único objeto de
desejo dela naquele
então, era ele
Queria pô-lo dentro
de si, ele,
quente, abrasadora
presença dentro de si
Queria seu conforto,
precisava de seu
conforto, carecia
amainar seus
nervos introduzindo-o
em seu interior
Ele era tudo,
ele representava a
continuidade de sua
vida, uma tentativa
talvez
Ele respingava sangue
ainda, ele queimava
e ela o admirava
cada vez mais,
era um deus
onipotente à sua
frente
Aquela noite ela
foi embora pra casa
ainda sem fome
e sonhou a noite
inteira com
aquele pedaço de
picanha mal-passado
que, dentro do
restaurante, ela viu
o senhor deixar
cair no chão.

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