Eu paro, penso e olho
Eu quase consigo sair do chão
Esforço o estorvo de novo
Eu trago, eu caio
Continuo no chão
Abrem-se as portas num lapso
Eu quase consigo dizer
O que não
Pode ser dito num mito
Eu tento, eu me lanço
Não consigo não
Rodo à procura de outro
Um gole, um desvio
Agora é hora eu vou conseguir
Desprendo tudo que tenho
Me jogo, é um jogo
Eu posso cair
Mas já estou cá no alto
Daqui eu vejo o asfalto
Brilhando com a água da chuva
Passo de frente a um prédio
Vejo minhas amigas perdidas
Perdendo seu corpo a qualquer um
Vejo a batida do alto
Mando um abraço prum anjo que cai
Sou eu
Sou eu
Sou eu
Caio pra cima das nuvens
Encontro os gases
Eu sou só mais um
Anjo caído pro alto
Mirando o asfalto que sangra sua luz
Sou eu
Sou eu
Caído no alto
Sou eu
Sou eu
Mirando o asfalto
Sou eu
Sou