1615.

Dá a tua
voz para que
dela não
sobre mais
esse segredo
contido entre
as duas metades
da tua boca.

Dá a tua voz
para o mundo
num tom que
remeta sempre
mais que a
primavera da
tua língua.

Dá a tua voz
ao vento, dentro
de primaveras
sorridentes no
afago da tristeza.

Dá a tua voz
para que o
assombro do
mundo vire
encantamento.

2 comentários em “1615.

Deixe uma resposta