1728. Taguá

Tenta-se entender
Aqui pulsa
A pedra rola
Um reduto
para além
dois viadutos
Para aqui
putos
Cerveja assim
posta sobre a
mesa
Um ar de
qualquer coisa
antiga, um
ar de mil
novecentos e
antigamente
Uma fachada
outra, um
bueiro aberto
A gente se olha,
se nota
E sempre vem
a nota
de tão grave
quase obtusa
O forró ao lado
e a gente se
afoga no álcool
Eu olho, ela
olha, tudo isso
em volta,
envolto em uma
explosão
É o pé frenético
de uma noite
perdida de
domingo
O cu seco que
passa ao lado,
o esteio,
o vão do decote,
quase inteiro
um seio
E a gente pesca
palavras no
vento

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