1730.

Por que ele não
fala nada?
Não tenta
qualquer coisa,
a noite vazia,
a breja finda
o caco no chão
refletindo a lua.
Ela sem graça,
cheia de graça
e tudo de graça,
mas ele parece
que antevê a
desgraça,
o não talvez,
quem sabe o talvez
mesmo.
E ele não faz
nada quando
ela passa a
língua pelos lábios
tentando dar
umidade nesse
mar de secura.
Ele nada, nessa
uma de não
dar mancada.

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