1737. Ode à puta

Ai linda puta que
passa, fazendo quase
de graça o que te
falam em desgraça,
o fardo da força de
trabalho da tua
milenar profissão.
Lindas as tuas pernas
que pecam ao vender
o dito lindo ventre
materno, o teu digno
ganha pão.
Lindos os teus olhos
que viram aqueles
quase castos e tímidos
comprarem o prazer
no transar de uma
ilusão.
Linda a tua fantasia
de guerra que tapa
pouco os teus seios,
avantajadas forças
que contorcem a razão.
Linda você, dessa e
de outras esquinas
que embaralham as
retinas dos que passam
meia que seja das
horas da tua vida,
pagando o preço do
tesão.
Linda toda puta,
que se digna a vender
a maior obra da
criação!

Tangará da Serra, MT.

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