1762. Terra de duas estações

Esse céu sem fim
me cobre
O lábio racha
A pele seca
Esse céu sem fim
me abarca
Ele que cobre
Que eu vou
construir mais
uma arca
Esse céu sem fim
me esconde
Esse céu sem fim
se aplaca
Esse céu sem fim
tão onde
Esse céu sem fim
E o chão racha
E a planta seca
E o fogo espalha
E esse céu sem fim
se esfumaça

Esse céu sem fim
se junta
E esse céu sem fim
cai sobre mim
E o verde brota
E a fonte volta
E o céu deságua
Esse céu sem fim
se abala
Esse céu sem fim
só água

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