1768. Era assim que eu via

(Ao cego do farol)

Era assim que eu via
Era assim que eu via
Com o que ouvia a minha mão

O tom do tato da quente cor
O som matiz nos dedos
O braile audível em gradação

Não escuro

que ao escuro se precisa da luz
Só a consistência do mundo
e suas ondas vibrando

Um quente, um áspero
Ver o vento nos pelos e na pele
Sentir o que se vê
Sem ter que se ver

Deixe uma resposta