1816. Vela

De cada porto que parto
Deixo minhas marcas no cais
Deixo minhas mágoas na água
E não olho para trás

Vela aberta pro espaço
Velejo sem me atinar
Que o movimento tão feito
Vem pela água e o ar

Sinto um adeus lá na terra
Sinto um adeus cá no mar
Sinto que sente tão triste
Sinto, não posso olhar

Vejo daqui o horizonte
Veja que não me vê mais
Vê que não há uma ponte
Para calar os teus ais

Vou-me na vela ao longe
Levo você por aqui
Pois nesse barco tão parco
Cabe bem mais do que aí

De cada porto que parto
Deixo minhas marcas no cais
Deixo minhas mágoas na água
E não olho para trás

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