Um toque que
quase consegue
captar a própria
existência numa
fração de segundos
condenada ao
espaço entre uma
partícula e outra
a não se tocar
infinitamente
Cabe tudo nesse quase
como o que é
como uma onda
e matéria
inerte mas
à velocidade da luz
A onisciência no fim
Uma língua tesa
entre o sorvete e
a impressão
do doce gelado
Um toque que
não consegue
nunca ocorrer
A ciência de um
fim sem começo