2169. Poema sobre a totalidade da eternidade em paz II

Um toque que
quase consegue
captar a própria
existência numa
fração de segundos
condenada ao
espaço entre uma
partícula e outra
a não se tocar
infinitamente

Cabe tudo nesse quase
como o que é
como uma onda
e matéria
inerte mas
à velocidade da luz

A onisciência no fim
Uma língua tesa
entre o sorvete e
a impressão
do doce gelado
Um toque que
não consegue
nunca ocorrer

A ciência de um
fim sem começo

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