2464. Quebra

façamos o seguinte
a gente esquece o
mundo por dias
se crava um no outro
por horas
se sabe o tanto
bastante para não
abusar
daí a gente
vaza cada um para
um lado
e não conta pra ninguém
nem para nós mesmos
guardemos o todo
do que ocorrer
naqueles dias mesmos
que existiram

3 comentários em “2464. Quebra

  1. voltei a ler e na verdade eu não gostei muito do final não, Gui…pq eu acho q a poesia é o lugar onde o ideal pode ser realizado e, na verdade, esse fim em q cada um vai pro seu lado com seu próprio silêncio, é o que a realidade geralmente nos oferece…eu sugeriria q ao invés d prognósticos, essa poesia guardasse só o encanto dos dias de se viver, sem se preocupar com o q vai ser, em silêncio ou exaltação…isso a gente já faz o tempo todo na vida real, não é mesmo!Pelo menos em poesia, que seja um dia de cada vez!

  2. mas isso é, para mim, o ápice de um dia de cada vez, aliás, é tão somente um dia de cada vez, só que pactuado para que só seja esse dia e essa vez…

Deixe uma resposta