2597. Dona

Bati mais de mil cancela, na estrada dos desengano…

despois qui tumei meu prumo
cum as feição disvalecida
segui batendo as cancela
num troti curto nessa vida

aprumei os zóio em tudo
eu e minha cumpanhera
qui das bravata desdita
sempre foi tão verdadera

essa qui vem sempre cumigo
nunca me cobrô um nada
passava os dia qua’ rio
no mar das vista disabada

e quando nu’a parcela
ela me trazia as rima
vindu na força desses homi
qui nunca teve a minha

ela qui num me abandona
em quarqué situação
ela qui me é toda dona
ela a Dona Solidão
ela a Dona Solidão
ela a Dona Solidão

5 comentários em “2597. Dona

  1. isso daqui ficou bem legal, tipo Elomar!

    como vc consegue variar tanto de proposta??? vc é realmente insano!

  2. Isso me lembrou um brinde “Original” no Arco-Íris, ao som de “desilusão”, antes de nos esbaldarmos em noite de dança sem solidão…amizade boa essa nossa, com momentos pra recordar que nos desvia da sina de Amélia, Joana e Maria…sigamos, pois, pensando no futuro sem esquecer do passado! Quem sabe pelo caminho não encontramos a tal fonte de água pura: meu pai sempre me dizia que quem beber dessa tal água, não terá mais amargura!

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