E eu sou tão solícito
apanho grãos,
gotículas miúdas,
carnes trêmulas mirantes
– apenas as passantes –
pela reta das retinas
Maneio o vento
que dá vida a toda cor viva
anteposta a toda cor humana
que é cor parada e estática
Quero a pausa promovida
pela emancipação da liberdade dos caminhos trilhados
as ilhas que promovem horizontes de benfazejos
Apenas o instante das pequenas ondas que
se encontram com os turbilhões dos rios,
esses fios no largo da terra
Quero fios para fazer colares
que lhe darei
e as cordas dos seus cabelos,
esses novelos negros com anel,
sem qualquer clã de Rapunzel
Apenas seu colo
e eu calo toda solicitude