2841. Para um silêncio preciso

E eu sou tão solícito
apanho grãos,
gotículas miúdas,
carnes trêmulas mirantes
– apenas as passantes –
pela reta das retinas

Maneio o vento
que dá vida a toda cor viva
anteposta a toda cor humana
que é cor parada e estática

Quero a pausa promovida
pela emancipação da liberdade dos caminhos trilhados
as ilhas que promovem horizontes de benfazejos

Apenas o instante das pequenas ondas que
se encontram com os turbilhões dos rios,
esses fios no largo da terra

Quero fios para fazer colares
que lhe darei
e as cordas dos seus cabelos,
esses novelos negros com anel,
sem qualquer clã de Rapunzel

Apenas seu colo
e eu calo toda solicitude

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