2926.

Ataca a face a dor e a escuridão
naquela noite indigna da mesma cama.
Fixa a teia que nos une
como a presa à aranha será uma,
introduzindo no veneno a apatia e a cidade
o todo refletido nos arranha-céus espelhados.
Avançando em tua face,
milímetros de labaredas
em rios de lava, a rocha bruta,
livre da solidão da solidez. Flutuada.
Certo que dormes neste tempo de trevas
à alta hora. O afago vário
te dilata já no estômago
um murmúrio de ódio:
fetiche e brado.

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