2935. Metrômanas

Primeira Estação

o espaço exige
fôlego. toda prisão
é territórrida

Segunda Estação

claras, alvas
e quando o março
em abril despedaça águas?

Terceira Estação

o emplastro alívio
unguento de chorume
sorvo cores que curam

Quarta Estação

onde lobos?
nos pés caçadores
que esmagam barro
e bosta

Quinta Estação

tudo um real
da diversão líquida
aos amores sólidos

Sexta Estação

consumo o corroído.
já na barriga
todo plástico alivia

Sétima Estação

o ermo dos ossos
a caverna, sem
sombras, me espera

Oitava Estação

toda reta tem
um início, toda
torta, um suplício

Nona Estação

há que se salvar
em crises, cristas, cristais
em cifras boiar

Décima Estação

quem desce
oito passos para
o claro inferno, no céu?

Décima Primeira Estação

três para render-se
arrebatado num mar
de céu arrebentado

Décima Segunda Estação

como arte, o estado
inanimal de não ver faces,
mas ossos

Décima Terceira Estação

o centro. Roma.
alma morta numa
escada quebrada. pro céu.

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