2959. Amor…

são os rastros
a foto dos pés
a sandália virada
– desvira amor, dá azar –
o aconchego no pescoço
dentro daquele abraço maior de todos
e uma esperança logo de manhã
– “ele agora está mais firme
do que quando começou” amor –
as notas roucas e embaçadas
de sono logo pela manhã
água cai qual enxurrada
– pensa na casa, a moldura. muda a mesa de lugar? –

são os rastros
– amor, onde a vista alcança? –
a sua morada minha
a cama miúda marcada de sal
escalar as cordas rumo a imensidão do pescoço
em uma manhã ávida
– e há vida dentro e fora amor –
pulsam as coincidências do céu
dentro de um pano estendido no chão
– a gente divide as cadentes
e eu te dou todos os cílios amor
os desejos são sempre seus e o real é nosso

são os rastros
em preto e branco ou tecnicolor
os dois sentados
dentro da vida
– deixa estar tudo amor –
marco esse encontro
na foto que tiraremos debaixo da árvore do nosso quintal
rodeada de rastros
marcados em cada ponto em que plantarmos nós dois

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