2979. d’amor

nada se avista
que não seja amor
nada que não seja

me transbordam pelos pêlos
os apelos da apatia
mas só me infiltra o amor
entre as partes
e antes mesmo delas

o amor me beira o caos
e forma a carne encefálica
penso amor e vibro cordas
me percorro amor em som
por todas as frestas
pelo corpo do que é vão

nada se avista que não o seja
– isso
o amor

é bom e me abarca
até o mundo abraça
o amor que avisto em tudo

se salva
se serve
se salga
não vale a saliva gasta
é amor em tudo
e de nem bastar
basta

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