2984. Onironauta I

a ignição foi dada ainda sem transe
do tapa ao ar em questão de minutos
tudo flutuava dentro do som em
movimento
não sei em que hora fui além de dentro
e desabei tudo de uma cachoeira
quando dei por mim já estava lá
dentro do sonho
aqueles quadros derretidos não haviam
nem labirintos
faunos
nada
lá no sonho era escuro e claro
dois bocados diacrônicos
dei a mão comigo e fui até a floresta
que não havia
um grito longe se fez perto
gritei
e do lado houve o eco
na voz que vinha vi o reflexo
acordei em frente ao espelho
e na realidade tudo era escuro e claro
detrás de mim não havia nenhum fauno
saí do banheiro
atravessei o corredor
quando cheguei ao quarto e me vi lá
deitado
pensei que dormia
mas eu disse para mim: já acordei ainda ontem cedo
resolvi ficar por ali mesmo
o sonho estava por demais acordado

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2984. Onironauta I

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