3088. Ceilondres

Aquelas todas flores
amarelas no entulho
rezam algo como um verão louco
No silêncio do lixo
um barulho
E as mamonas,
as mamonas africanas da infância,
um verde murmúrio
O soco das plantas no concreto
diluído e bruto
é a parca paz do horizonte alucinado
de prédios ouriçados
Um absurdo
Infuso, infame, infantil
eu urro
No feio das quadras quadradas
retas
morro horizontal
das cores não mais surdo

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3088. Ceilondres

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