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Prospecção de bits.
O que restará camada após camada:
as eras, Eros, heróis?

Fenômenos imaginados em cavernas,
toda essa existência em signos
como essência.

Cavernas digitais
a morada dos seres pós-históricos.
A imanência impermanente dos elétrons
a luz iluminista turva o tempo
transpõe espaços
em vácuo.

As letras grafadas nas paredes
e a ânsia por perpetuar a espécie.
Os dados, as cifras, as listas.

Aprisionados os seres pós-históricos
presentes no presente eterno retornável
prismam as sombras da luz dos monitores.
Todos espelhos
só enxergam a si mesmos
sem voltar dentro.

Tudo o que é certo desmancha no ar
dilui, dissipa-se
wi-fi.

Os cabos correntes
amarram um a um
uma a uma
emaranham-se pela Terra
enraízam cada qual em sua caverna.

Os vestígios tão mínimos
quando escavados, separados, peneirados
mostram apenas
o que em vão se tenta esconder:
não há para onde.

E conhecer fica assim,
esse verbo de quilômetros.

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