3347. Costurando elétrons

Talvez na Ucrânia
nas franjas russas
ou quem sabe alhures
nos Urais
as coisas ainda serão na vera
realidade palpável
como cartas em 1876
ou serão meras cenas
e caracteres
sintetizantes do universo
atualizando a irrealidade
a cada segundo
ou serão amálgamas
entre o que não existe
e essa impermanência
que se borra em ser

Uma estrada de ferro
transíndica
e o mundo dentro de um balão
números, números
e mais dados
“o ido o tido o dito.
O dado o consumido.
O consumado.”

Um trilhão que cruza o infinito e esbarra
no improvável do amor
mel de não se ter

O que importa
se nada mais se exporta?

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3347. Costurando elétrons

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