3542. geracional

o amor só existe em superfícies planas.
no amassado da realidade não.
o que existe é coito, cópula;
um bando de enredo para novelas,
a educação que disse que era assim
até ficarem assados, assadas
e o vão da morte presente para sempre:

mamífera insistência de que somos bichos,
apenas.

mas o amor fica bem mesmo em superfícies planas,
cartesiano, metódico, hiper-real.
no 3-D da realidade não.
o que existe é exploração, abuso;
fórceps passional retirando goelas afora
diálogo possível em fotos minúsculas de monóculos envelhecidos
como no tempo de antepassados, antepassadas
e a prisão da vida por correntes de todos os calibres:

míticas evas, místicas heras, dominadas como bichos,
natureza.

definitivamente, o amor fica bem mesmo é em superfícies planas,
lisas, reflexas, linhas, luzes, lentes, telas, páginas, telas, formas
recipientes das projeções sublimes dos projetos de dominação.
no mágico da realidade não.
o que existe é carne, disfarce;
controle das pulsações alheias, rancoroso e garboso
encenação que domina todos os impulsos cerebrais, alma, tez os que tais e totais
feito o que se diz que livra algozes; expiação
e a via única para se culminar no pico do bem-estar consigo:

controlar corpos, vontades, desejos, estampar exemplo, puros, castos, virgo-sexuais.
alarido ecoante, desde o passado, avante.

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