3581. canto que cante

explode as grades da garganta
as celas cranianas
canta

que tua voz é cristalina
de fonte profunda
indefinida

vem do centro
vem da terra
vem do vento

desorientado das manhãs
dos rasgos do solo
da solidão terçã

canta na língua destemida
de quem não se veste
e não dormita

no que vaga
no que erra
no que nada

transpassa o ar
desafia nuvens
com teu cantar

que tudo que alcança
o tecido            a seda da tua voz
emaranha

enreda
trama
de se prender
e apreender
o que der

como dá

              teu canto

prazer.

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2 comentários sobre “3581. canto que cante

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