3709.

Há uma paz que vem
um sem tamanho sem ansiedade
Peito cativo
até desaprendeu a respirar fundo:
há de vir uma palpitação
um medo do escuro
culpa esculpida nas entranhas

Estreitos são os laços que
se tem de desfazer
Mas a casa está arrumada
se alguém vai habitá-la
não se faz questão
de resposta agora

Todos os cômodos limpos
Há mesmo até cômodas vazias, novas

Sem sustos
Portas abertas
O que move o peito é ele ser
sem desculpas
em hélice bater, voar
sem dez, sem diz
que me diz

Não é quimera, quasar
quem dera, quase
É paz e ela assenta
Casa limpa, peito aberto
que respira

É só acostumar

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3709.

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