3634.

sentei na cama no sem forma da manhã
tudo lenteava
olhava aquela brisa de sol pela fresta
e o raio de frio que rasgava a pele

era quase tudo em sépia
lá fora clareava
aqui parecia o sem tempo do passado
e o sem espaço das fotografias

meu intento era ficar parado
nada passeava
quedei nos meus pés em chão postos
e nas mãos, esmaecendo

fui tomando as transparências de vidro
eu apagava
quando vi, nada mais via, sem contornos
e o quarto me guardava a inexistência

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