3972. Modernidade etérea

Quando as sirenes passam
giroflex faiscando as margens da noite,
me pergunto:
serei eu?

Quando os helicópteros
sobrevoam rompendo o ar nenhum,
me acomete:
me buscam?

Quando as botas se aproximam
ecos em marcha em volume compassado,
me estremesse:
qual próximo serei eu?

Uma culpa em vestes de medo
sem culpa alguma,
mas a intuição que
frita as têmporas
e descama o dentro:
assombra o mundo
que me habita:

a liberdade é só um conceito transparente.

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3972. Modernidade etérea

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