3982. O grande exército do nada para o lugar nenhum

Uma marcha trôpega
capenga
bracaleônica,
rumávamos um tropel desalinhado
novelo de teias dispersas
dissolvidas no ar

tudo passava imaginário

Nossas armas eram retângulos
abaulados
e dizimávamos a nós no percurso

Cada baixa era policrômica
unicórnica
tergiversante
falaciosa

Enquanto isso o front contrário contava
as adesões e gritava que a vida branca importa

Nossos deuses morriam de inanição
e nossos cânticos de guerra
nos levavam os cus aos chãos

Nosso exército sem exercícios militares
e sem milicias que apoiassem

Rumávamos ao léu
nenhures de nada além

e bem sabíamos

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