4018.

Quando vem e somem
preguiçosas por mover a mão
ou esfumaçadas na semi-lucidez
da penumbra

Olhos cerrados
e as destemporizações
do inaudível

Os mais belos versos
dormem com meus sonhos,
inaudíveis além

Todas as interlocuções
alquebradas na alucinação
do princípio,
finalidade da realidade

Os cânticos urdidos
na esculhambação
embaciada dos horizontes

Só eu os ouvi

Mais que melodias
foram melanomas
manuseados pela mutação
do universo
a cada rajada
da artilharia dos céus

Silencia os sonhos
e só responde quando perguntado:
por que a verdade
é inimiga da realidade?

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