pausa: várias doses

Engasga Gato

(Kiko Dinucci e Bando Afromacarrônico)

Fui na casa do expedito
Tava cheia de mosquito
Eu num sei se foi macumba
O meus’ói tava esquisito

A urucaca da velhaca
Taca a pata faz trapaça
A danada é das braba
Na arengada de mulata

Malunga água de briga marafu maria branca
Entoava na subida e três tombo na barranca
Malunga água de briga marafu maria branca
Entoava na subida e três tombo na barranca

A cachaça venenosa
Cangibrina das maldosa
Abrideira aca açu
Canha pinga engasga-gato

Quando era meia-noite
Era fogo era porre
Carraspana chuva ema
Fogo ganso gata jorna

Malunga água de briga marafu maria branca
Entoava na subida e três tombo na barranca
Malunga água de briga marafu maria branca
Entoava na subida e três tombo na barranca

O gole da madrugada
Na penumbra é meu achote
O xinapa e seu novinho
Quando bebe arrota morde

Os meus’ói tá doente
Tá sofrendo de exagero
Vê macumba na cozinha
Diz que é culpa da caninha

Malunga água de briga marafu maria branca
Entoava na subida e três tombo na barranca
Malunga água de briga marafu maria branca
Entoava na subida e três tombo na barranca

pausa: várias doses

pausa: Uma pausa, uma oração.

São Jorge

(Juçara Marçal [en]canta, Kiko Dinucci arma toda a prosopopéia…)

Guerreio é no lombo do meu cavalo
Bala vem mas eu não caio, armadura é a proteção
Avanço sob a noite iluminado, luto sem pestanejar
Derrubo sem me esforçar, a guarnição

A guimba e a fumaça do meu cigarro
Cega o olho do soldado que pensou em me ferir
Com um sorriso derrubo uma tropa inteira
Mesmo que na dianteira sombra venha me seguir

O gole da cachaça esguicho no ar
Chorando na labuta ouço a corrente se quebrar
E o golpe do destino esse eu sinto mas não caio
Guerreio é no lombo do meu cavalo

PS: Dispensem os “comentários” do grandioso “apresentador” e ignorem a moçoila bonitinha tentando acompanhar o ritmo da música…

pausa: Uma pausa, uma oração.