0130. Sobre a difícil e poética incumbência de ser mãe

É árduo teu parto,
Instinto nato
É sublime nossa sorte
Tua mente,
Nosso norte
Sabedoria minérvica
Que nos guia
Experiência que ilumina
Maças vocálicas, por vezes,
Nos abatem,
Com razão o fazem
Por tuas noites mal dormidas
Desculpas não sabemos
Se podem ser pedidas
Força geradora do nosso viver
Cinqüenta por cento do nosso ser
Rosto fagueiro da primeira aurora
E quando em nossa boca
Cintilar um gosto de champanhe
Lembraremos-nos de uma palavra: mãe

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