0238. À noite

mas que a noite não se finde
e que o nocturno nos faça presente
em eternidade qual o agora
e vença a luz
e rompa a clara dor
e em laços negros de inefável amor
a noite ainda há de se debruçar
sobre nosso gozo e dir-nos-á:
“acolhe-me em poesia, acolhe-me em vida
e eu não provocarei nenhum pesar,
pois a luz que não brilha em minhas entranhas
é a máxima do amor que se pode descobrir”

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